Exame de Sangue no Diagnóstico de Alzheimer

A pesquisa de novas técnicas diagnósticas cada vez menos invasivas e que possam detectar a presença do desenvolvimento da Doença de Alzheimer cada vez mais cedo é uma tentativa de descoberta de diagnósticos mais precoces, específicos e conclusivos para a patologia. Isso porque quanto mais cedo se realiza o diagnóstico, melhores e com maiores chances de sucesso são as opções de tratamento a oferecer.

O exame de sangue no diagnóstico de Alzheimer já tem sido utilizado para descartar outras patologias que tenham sintomas semelhantes ao Alzheimer ou outros tipos de demência. Agora, pesquisadores ao redor do mundo buscam extrair mais desse tipo de exame, estudando possíveis biomarcadores específicos para o processo patológico da doença em questão.

Essa técnica de diagnóstico é baseada em evidências bioquímicas do metabolismo cerebral no sangue. Várias equipes vêm testando diferentes vias metabólicas, e nesse post abordaremos algumas delas.

Um estudo realizado no Research Institute of the McGill University Health Centre (MUHC) baseou-se na produção de um hormônio chamado Desidroepiandrosterona (DHEA), o qual está presente no cérebro, onde apresenta vários efeitos biológicos. Os pesquisadores utilizaram amostras sanguíneas de pacientes com e sem Alzheimer, promovendo a oxidação delas. No sangue de pacientes que não apresentavam Alzheimer, a oxidação promoveu a produção de DHEA; no sangue de pacientes com Alzheimer, a oxidação não promoveu o aumento nos níveis de DHEA. Um dos pesquisadores do método também afirmou ter sido possível por meio do teste detectar pacientes em estágios iniciais da doença.

Outro estudo, dessa vez sendo desenvolvido na Durin Technologies Inc., baseia-se na presença de anticorpos contra restos de neurônios que morreram e explodiram. Parte do conteúdo desses neurônios vai para a corrente sanguínea e o organismo fabrica anticorpos contra esses restos, acredita-se, para facilitar a limpeza deles. Os pesquisadores, então, analisam a presença e relação desses anticorpos com o processo patológico do Alzheimer, que é também caracterizado pela morte de neurônios. Entretanto, tal estudo, apesar de promissor, é ainda preliminar.

Por sua vez, um estudo sendo realizado na Mayo Clinic Study on Aging and Mayo Clinic Alzheimer’s Disease Center usa uma técnica para medir os níveis de substâncias características de vias metabólicas celulares, tais como determinados açúcares, lipídios, nucleotídeos, etc., para detectar alterações. Identificando essas mudanças pode ser possível evidenciar biomarcadores da doença. Se essas alterações metabólicas são a causa ou a consequência do processo patológico do Alzheimer, ainda não se sabe.

É importante lembrar que, atualmente, o que se tem na prática é um diagnóstico realizado por meio da integração de várias técnicas, neurológicas e neuropsicológicas, a fim de dar uma resposta mais confiável ao paciente, uma vez que o diagnóstico definitivo só pode ser realizado por análise do tecido cerebral após a morte.

No entanto, é possível vislumbrar um futuro promissor para o diagnóstico da Doença de Alzheimer – muitos esforços estão sendo reunidos no sentido de aprimorar técnicas diagnósticas já existentes e em uso e de descobrir novas cada vez mais eficazes, ou seja, mais seguras, específicas e disponíveis para a prática clínica.

Por: Bruna Coêlho

Bilbiografia:

http://www.webmd.com/alzheimers/news/20110803/blood-test-may-spot-alzheimers-before-symptoms-appear

http://www.sciencedaily.com/releases/2013/05/130529111236.htm

http://www.sciencedaily.com/releases/2012/11/121107145926.htm

http://www.sciencedaily.com/releases/2011/05/110504095623.htm

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