“A OBESA MAIS BONITA DA INTERNET”: a que preço?

Tammy Jung, modelo norteamericana, 23 anos, ingere 5000 calorias diárias objetivando tornar-se a modelo obesa mais bonita na web. Sua dieta é baseada no que chamamos de junk food, alimentação rica em carboidratos e gorduras. Esse post  objetiva abordar as alterações metabólicas e hormonais geradas por esse tipo de alimentação bem como identificar as patologias associadas a essa dieta, dando enfoque às relações com o Mal de Alzheimer.

Imagem

http://www.youtube.com/watch?v=jfxPWK47eLg&oref=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DjfxPWK47eLg&has_verified=1.

http://oglobo.globo.com/blogs/pagenotfound/posts/2013/05/09/americana-larga-vida-saudavel-sonha-ser-obesa-mais-bonita-da-web-496064.asp

A alimentação rica em gorduras e com deficiência nutricional já foi relacionada à demência, aumento da pressão arterial e níveis elevados de colesterol no plasma sanguíneo.O excesso de colesterol (álcool complexo), quadro observado no caso da modelo, está relacionado ao surgimento de diversas patologias, dentre elas:

  • Doenças cardiovasculares diversas;
  • Artrite reumatoide;
  • Diabetes tipo 2;
  • Desenvolvimento do Mal de Alzheimer.

O colesterol excedente circulante no plasma sanguíneo pode levar à formação de, por exemplo, ateromas em artérias e subsequente obstrução gerando quadros de derrames isquêmicos na região circundante.

Imagem

No caso do desenvolvimento da artrite reumatoide, o colesterol em excesso pode influenciar no agravo da doença. Entretanto, faltam-se evidências que comprovem que controle do colesterol beneficie no prognóstico de doenças reumatológicas.

Em relação aos quadros de Diabetes tipo 2 e Mal de Alzheimer, a causa é a mesma. O colesterol excedente no pâncreas interfere na produção de insulina pelo órgão. A insulina é  um hormônio que promove a captação de glicose sanguínea e de lipídeos para o metabolismo celular de músculos, tecido adiposo e células hepáticas principalmente.

Além da retardo na produção de insulina, o colesterol excedente contribui em outra aspecto para desenvolvimento do Alzheimer. Ele está intimamente relacionado ao surgimento das proteínas beta-amiloides, as quais danificam células nervosas, característica principal do Mal de Alzheimer. Na figura a seguir, observa-se o mapeamento dessas proteínas.

Imagem

RELAÇÃO ENTRE INSULINA E ALZHEIMER

O cérebro é um órgão que demanda grande quantidade de energia e, como consequência, de insulina também devido ao consumo prioritário de glicose. A insulina desempenha papel importante no aprendizado e na memória necessitando de quantidade adequada de insulina para desenvolvimento eficaz.

Estudos relacionados ao déficit de insulina apontam para uma relação direita em essa e o desenvolvimento do Alzheimer. Há evidências de que a resistência à insulina e seu consequente decréscimo na regulação da captação de glicose desenvolve Alzheimer. O segundo tópico que denota essa relação é a descrição de baixos níveis de insulina em pacientes que desenvolveram Alzheimer. O terceiro ponto observado foi que pacientes que sofrem de diabetes do tipo 2 (receptores resistentes à insulina) apresentam maior risco de desenvolver Alzheimer.

As características apresentadas em pacientes que reduzido fluxo cerebral de insulina são compatíveis que a sintomatologia do Mal de Alzheimer.  As áreas de memória são prejudicadas, sendo cobertas por placas senis ou neuríticas (placas de beta-amiloide) como ocorrência de desgaste neuronal  e perda de suas conexões. Essas alterações geram o quadro característico do Alzheimer:

  • esquecimento;
  • falha da memória recente;
  • desorientação espacial e temporal;
  • apatia, muitas vezes confundida com depressão;
  • dificuldade de reconhecidos de pessoas conhecidas;
  • falta de apetite, que muitas vezes levam a um quadro de desnutrição;
  • perda progressiva da capacidade de pensar, raciocinar e memorizar associada a alterações de linguagem e de comportamento.

Imagem

Imagem

Os resultados obtidos pela pesquisa realizada pela Universidade da Califórnia Los Angeles (UCLA) e da Universidade de Pittsburgh demonstraram que a obesidade aumenta as chances de desenvolver o Alzheimer. A análise da imagens cerebrais revelaram que pessoas obesas apresentam redução tecidual nos lóbulos frontal e temporal, regiões envolvidas no planejamento e memória. Também foram observadas alteração no hipocampo, relacionado à memória de longo prazo; na parte média do cérebro, ligada à funções de atenção e execução; e nos gânglios basais, envolvidos com a função de movimento.

Imagem

Por: Joyce Vieira Dantas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1282015-5602,00-OBESIDADE+AUMENTA+RISCO+DE+APRESENTAR+ALZHEIMER+AFIRMA+PESQUISA.html

http://saude.abril.com.br/edicoes/0352/medicina/colesterol-gota-alzheimer-693467.shtml

http://www.ibacbrasil.com/noticias/nutricao-e-alimentacao/fast-foods-contribuem-para-obesidade-alzheimer-e-ate-infertilidade

http://www.ibacbrasil.com/noticias/nutricao-e-alimentacao/fast-foods-contribuem-para-obesidade-alzheimer-e-ate-infertilidade

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s