Introdução ao Tratamento do Mal de Alzheimer.

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É de conhecimento geral que não há [ainda] um medicamento que garanta a cura do Mal de Alzheimer ou interrompa o curso da doença. O tratamento da doença, portanto, depende de descobertas científicas diárias e testes com medicamentos que cada vez mais retardam o avanço natural da doença.

Existem duas vertentes no tratamento da doença: uma farmacológica, com uso de drogas que atuam em um nível bioquímico para retardar a evolução da doença e impedir suas consequências; a outra não-farmacológica, a qual busca por meio de terapias psicossociais atenuar alguns efeitos da enfermidade. 

O objetivo desse Blog é analisar o Mal de Alzheimer num plano da Bioquímica, entretanto, nós, (futuros) médicos e familiares que convivemos ou conviveremos com pacientes, não podemos esquecer do lado social da doença, por isso, esse post inicial dos estudos do tratamento da doença terá como foco discutir o tratamento não-farmacológico da doença, os próximos posts focarão exclusivamente no plano bioquímico.

A finalidade de tratamentos não-farmacológicos não é de maneira alguma interromper o curso da doença ou reverter o quadro clínico, nas verdade, eles buscam uma melhoria da qualidade de vida tanto dos pacientes quanto dos familiares e pessoas que convivem com enfermos. De certa forma eles podem até atenuar alguns sintomas da doença como a perda da memória, as alterações comportamentais e perdas cognitivas.

1- Terapia da orientação pra ralidade.

É também conhecida como “terapia das reminiscências”, a qual visa estimular a memória e combater os distúrbios cognitivos/comportamentais. Essa terapia é realizada em reuniões com cerca de 10 pessoas num ambiente confortável e com participação ativa de todos os membros. A terapia se institui na forma de uma discussão rotineira, na qual o paciente é questionado a respeito de nome de familiares, datas, fatos da infância ou passado. Para isso, são utilizados instrumentos como fotografias, álbuns de família, músicas e qualquer outro material que possa cativar a atenção do paciente e estimulá-lo a falar e relembrar. 

Sabe-se que ainda no início, a doença afeta muito a memória recente, entretanto, a memória antiga é preservada por mais tempo, logo com essa terapia é possível analisar o avanço da doença e até mesmo retardá-lo com o constante estímulo da área cerebral relacionada a essa função. Além disso, é uma terapia que cria vínculos entre médicos/familiares e o paciente, e custuma acalmar pacientes mais agitados.

2- Terapia física.

Geralmente acoplada à fisioterapia, a terapia busca por meio de massagens, exames e exercícios físicos variados a melhora e manutenção das condições físicas, motoras e respiratórias do paciente. Em estágios mais avançados, o Alzheimer tem  consequências motoras graves para os pacientes, atividades físicas fortalecem o organismo e retardam o avanço das debilidades. 

3-Terapia Ocupacional.

A utilização de equipes multiprofissionais (enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, farmacêuticos, assistentes sociais) como ferramenta de auxílio no cuidado e desempenho de atividades específicas, as quais visam ao bem-estar do paciente, são cada vez mais utilizadas no tratamento de enfermos. Graças à equipes multiprofissionais é possível a realização de atividades rotineiras por pacientes em diferentes estágios da doença.

4-Terapia Ambiental.

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É uma terapia voltada mais para o desenvolvimento de uma relação mais saudável entre o paciente e as pessoas que faziam parte de seu cotidiano antes do desenvolvimento da doença. É, portanto, um meio de evitar que as pessoas esqueçam que o paciente ainda é um ser humano, como acontece frequentemente em certos casos. 

A terapia consiste em visitas, passeios, musicoterapia, utilização de meios como televisão, animais de estimação, plantas, brinquedos e atividades recreativas como hobbies e passatempos. Todos esses elementos atuam de maneira positiva durante o curso natural da doença, prevenindo diversos sintomas comuns como a agressividade, apatia, ansiedade e agitação.

 

É válido relembrar que nenhuma dessas terapias irá curar o paciente, mas são muito relevantes para a manutenção de sua qualidade de vida durante o desenvolvimento da doença.

Matheus Papa Vieira.

 

Referências:

http://www.cadastro.abneuro.org/site/publico_alzheimer.asp

http://www.alzheimermed.com.br/tratamento/tratamento-nao-farmacologico

http://www.doencadealzheimer.com.br/index.php?modulo=medicos_alz&id_mat=4

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=TXh3n_psct0#!

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